Cultura

CLIPPING: ARTE MARGINAL, SUBVERSÃO E REVOLUÇÃO No ratings yet.

A cultura marginal no Brasil surge logo com a Semana de Arte Moderna em 1922, sem ainda ser batizada com este nome. A proposta de artistas da época era o romper de laços com padrões Europeus, o questionamento daquilo que é belo e socialmente aceito para a arte originalmente brasileira, capaz de promover a reflexão e o retrato da realidade brasileira dada a fundamentação cultural.

O nome Arte Marginal surge alguns anos depois em 1960, com o surgimento da contracultura, esta influenciada por movimentos artísticos estrangeiros como o Nouvelle Vague e o Realismo. Ela toma forma nas diversas nuances do cinema, teatro, dança, música, literatura e também a poesia. E seu objetivo era tornar a arte um objeto de compreensão fácil e contundente para todo cidadão. Nesse sentido, a arte sai da dimensão dos grandes editoriais, revistas, galerias museus e livros para a produção do próprio artista em panfletos, brochuras e os reproduções do mimeógrafo.

Hoje, ainda, a arte marginal permanece viva nos escritores de folhetim, naqueles que desafiam o “bom e velho português”, na música dos repentistas e no teatro do oprimido, os quais propõem a desmistificação de que a arte é algo distante, de indivíduos geniais e dotados de dom, aproximando o fazer artístico das pessoas. A Arte Marginal é, por fim, o grito, o romper de tradicionalismos e formalidade, é a libertação traduzida em versos, prosa, música e imagem.

Esperamos que este clipping forneça a você o subsídio para melhor compreensão da Arte Marginal em si e fomento para que ela seja a inspiração na busca do romper de laços, do fazer diferente, da subversão que transforma a sociedade e faz de nós, não apenas médicos melhores, mas protagonistas da mudança que queremos ver no mundo.

Filme
Terra em Transe – Glauber Rocha

Poesia
Oração à paranoia – Caio Fernando Abreu em Jornal Nicolau
A poesia de Max Martins
Ana Cristina César: poesia e obra
A poesia de Paulo Leminski
A poesia de Paulo Leminski
A poesia de Chacal

Teatro
Augusto Boal e o Teatro do Oprimido
Augusto Boal e o Teatro do Oprimido

Música
A Tropicália em sua essência marginal
Tropicália – Caetano Veloso
Tom Zé

A Arte Marginal nos dias de hoje

Gíria Vermelha: Hip Hop Militante
Mc Linn da Quebrada: identidade de gênero, raça e classe na música
Negahamburger: lambe, grafitti e tatuagem denunciando o que é ser mulher fora do padrão

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