Conjuntura

UNE: 83 anos de história No ratings yet.

Hoje comemoram-se 83 anos da fundação da União Nacional dos Estudantes (UNE), ocorrida em 11 de agosto de 1937. Em todo esse período, o movimento estudantil tem reunido grandiosos esforços para atuar a serviço dos interesses de toda a classe trabalhadora do país.

Nesse sentido, saudamos a UNE em sua luta histórica em defesa dos interesses da classe trabalhadora, protagonizando diversas mobilizações: na década de 50, com a campanha contra o envio de soldados à Guerra da Coreia e a campanha “O Petróleo é nosso!”; na luta contra a ditadura empresarial-militar nas décadas de 60/70/80; na campanha em defesa da Educação pública e contra o projeto de Lei de Diretrizes e Bases para a Educação nacional, o qual defendia explicitamente os interesses privatistas; nas lutas pelas “Diretas Já!” e pelo “Fora Collor!” nas décadas de 80 e 90; na campanha nacional contra as políticas neoliberais de FHC; na Jornada Nacional em Defesa da Educação Pública em 2007; nas ocupações das reitorias em diversas Universidades contra a PEC da Morte em 2016 (atual EC 95); na mobilização do Tsunami da Educação contra os cortes na educação em 2019 e nas campanhas contrárias ao projeto “Future-se” no mesmo ano.

As reivindicações e mobilizações protagonizadas pela UNE causaram impacto na sociedade brasileira e na história da vida política do país, apoiando sensivelmente as tensões no debate político-ideológico que ocorria na sociedade civil. Destaca-se, nesse contexto, o movimento pela Reforma Universitária na década de 1960, que promoveu diversos debates e mobilizações estudantis até o projeto privatista da Reforma ser implantado em plena ditadura empresarial-militar em 1968. Ressalta-se a importância de dois eventos: o I Seminário Nacional de Reforma Universitária – que ocorreu em 1961 e produz a Declaração da Bahia – e o II Seminário Nacional de Reforma Universitária – que ocorreu em 1962, tendo como produto a Carta do Paraná. Especialmente nesta última, vemos expressa a grande radicalização do debate sobre o papel da universidade, e as proposições que até hoje são bandeiras de luta para a construção de um modelo de Universidade que esteja verdadeiramente a serviço da classe trabalhadora brasileira.

Devemos aprender com a história. Retomar tal premissa é fundamental na resistência à fascistização e na ofensiva dos trabalhadores e das juventudes rumo à construção de uma nova sociedade. Só resistiremos com consequência e combatividade se tivermos como objetivo um projeto de educação que garanta o acesso e a permanência ao ensino público, gratuito, laico e de qualidade que atenda às necessidades dos trabalhadores. Para tanto, seguimos lutando por uma UNE contra a precarização da Universidade, contra o avanço do privatismo na Educação, por Soberania Nacional na produção de ciência e tecnologia a partir das demandas do povo brasileiro, pela ampliação da democracia universitária e pela construção de projetos de extensão junto aos movimentos populares.

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